Há uma questão que me intriga desde que comecei a andar de autocarro (já lá vão testículos e testículos de anos): Qual o número máximo de pessoas que deves deixar entrar no autocarro à tua frente, antes de tu próprio entrares?
Não sei se esta pergunta alguma vez terá resposta... Imagina, chegas à paragem de autocarro e está um monte de pessoas na paragem, mas não estão a formar nenhuma fila ordenada. Como não se sabe quem vai apanhar qual autocarro, pões-te na paragem, junto das outras pessoas. O autocarro que queres apanhar vem, e pára com a porta de entrada não exactamente à tua frente mas pouco ao lado (ver post anterior sobre a zona de paragem dos autocarros e respectivas portas). As pessoas aglomeram-se em volta da porta de entrada, mas não há uma ordem definida. Se entras à frente de toda a gente, és o arrogante lambuças, que não respeita ninguém e só quer ir à frente para apanhar um lugar sentado (ainda por cima depois ficas com o dilema de quantas vezes deves perguntar à senhora idosa se quer sentar-se naquele lugar). Se ficas ali especado a ver os outros passar, os que estão imediatamente atrás de ti começam logo a barafustar, que aquilo não é sítio para estar espantalhado a olhar, levas com 3 hortaliças no lombo e ainda ouves "nem bigode tens para levar dois estalos, sai-me da frente!"...
Este blog tem a palavra "grátis" no nome só para chamar a atenção! É um truque que eu sei.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Os tubérculos e os legumes
Um dia destes, igual a tantos outros (acho que até estava a chover e tudo), fui almoçar à cantina do Pólo 3 da Universidade de Coimbra. Normalmente vou ao serviço "social", que tem um prato de carne e um prato de peixe à escolha, e (irregularmente, pensava eu) salada.
Desta vez os pratos eram carne com arroz e favas ou peixe cozido com batatas. Escolhi carne com arroz e favas e pedi um pouco de salada. Prontamente a senhora que me serviu disse "Não pode ser amigo... já leva um legume, que são as favas, não pode acompanhar com salada.". Calmamente respondo à senhora "Desculpe, mas isso não faz sentido nenhum. A salada é um acompanhamento, saudável, que pode e deve ser servido com qualquer prato, é para isso que aí está.". A senhora insiste "Pois, mas são as ordens que tenho. Só pode levar salada se levar o outro prato.". Faço uma pergunta pertinente "Então mas o outro prato também tem batatas, pode levar salada?". E a senhora "Pode, são as ordens que tenho, não posso fazer nada.".
Segui o meu caminho, paguei e fui almoçar, carne com favas e arroz, mas nada de salada.
No final da refeição dirigi-me ao chefe da cantina e pedi o livro de reclamações. Educadamente respondeu-me "Sim senhor, mas posso saber o motivo?". E eu respondi "Pode, claro. Quero deixar a minha reclamação por não me terem servido um pouco de salada com a justificação de que já levava um legume que eram as favas.", e aproveitei para repetir a pergunta à qual a senhora não me tinha respondido: "Eu pergunto, se levasse peixe com batatas já não levava um legume, e portanto já podia levar salada?". E aqui vem a cereja no topo do bolo:
"A fava é um legume, mas a batata é um tubérculo, portanto já poderia acompanhar com salada."!
Agora, pensando calmamente sobre o assunto, encontro-me num dilema moral. Não sei se devia de facto ter escrito a reclamação (foi o que fiz) ou se devia ter agradecido ao senhor chefe da cantina do Pólo 3 da UC por finalmente me ter esclarecido sobre a regra que determina se posso ou não levar salada a acompanhar: Se nasce acima do solo, não pode levar salada. Se nasce abaixo do solo já pode. Fica aqui o meu obrigado!
Nem quero imaginar como seria a regra se a salada tivesse também beterraba.
Desta vez os pratos eram carne com arroz e favas ou peixe cozido com batatas. Escolhi carne com arroz e favas e pedi um pouco de salada. Prontamente a senhora que me serviu disse "Não pode ser amigo... já leva um legume, que são as favas, não pode acompanhar com salada.". Calmamente respondo à senhora "Desculpe, mas isso não faz sentido nenhum. A salada é um acompanhamento, saudável, que pode e deve ser servido com qualquer prato, é para isso que aí está.". A senhora insiste "Pois, mas são as ordens que tenho. Só pode levar salada se levar o outro prato.". Faço uma pergunta pertinente "Então mas o outro prato também tem batatas, pode levar salada?". E a senhora "Pode, são as ordens que tenho, não posso fazer nada.".
Segui o meu caminho, paguei e fui almoçar, carne com favas e arroz, mas nada de salada.
No final da refeição dirigi-me ao chefe da cantina e pedi o livro de reclamações. Educadamente respondeu-me "Sim senhor, mas posso saber o motivo?". E eu respondi "Pode, claro. Quero deixar a minha reclamação por não me terem servido um pouco de salada com a justificação de que já levava um legume que eram as favas.", e aproveitei para repetir a pergunta à qual a senhora não me tinha respondido: "Eu pergunto, se levasse peixe com batatas já não levava um legume, e portanto já podia levar salada?". E aqui vem a cereja no topo do bolo:
"A fava é um legume, mas a batata é um tubérculo, portanto já poderia acompanhar com salada."!
Agora, pensando calmamente sobre o assunto, encontro-me num dilema moral. Não sei se devia de facto ter escrito a reclamação (foi o que fiz) ou se devia ter agradecido ao senhor chefe da cantina do Pólo 3 da UC por finalmente me ter esclarecido sobre a regra que determina se posso ou não levar salada a acompanhar: Se nasce acima do solo, não pode levar salada. Se nasce abaixo do solo já pode. Fica aqui o meu obrigado!
Nem quero imaginar como seria a regra se a salada tivesse também beterraba.
sábado, 6 de abril de 2013
A esquerda e a direita
Recentemente fui operado a um joelho, ao esquerdo.
Tive uma primeira consulta, na qual o médico me "viu" o joelho, o esquerdo. Nessa consulta levei-lhe uma cópia da ressonância magnética que tinha feito uns dias antes ao joelho, o esquerdo. O diagnóstico confirmou-se: fractura do menisco interno do joelho, o esquerdo, e estiramento do ligamento lateral interno do joelho, o esquerdo. A solução é cirurgia. Deve aguardar pela marcação da cirurgia. Tudo bem.
Passado uns dias recebo um telefonema da clínica onde fui operado, dizendo-me que tinha marcada para daí a uns dias a cirurgia ao joelho, o esquerdo.
No dia marcado apresento-me na clínica e faço a admissão na secretaria, ao que a enfermeira confirma "vem fazer uma cirurgia ao joelho esquerdo, não é verdade?". Sim, ao joelho esquerdo.
Já na sala de preparação para a cirurgia a enfermeira pergunta "Então qual é a perna que temos que rapar?". Respondo "é a esquerda". Estranho, mas fico descansado porque só agora é que cheguei realmente às mãos de quem "mexe na massa". Algo aliviado, digo um "pronto, ao menos agora o médico já não me tira o joelho errado". A enfermeira reage com um riso nervoso... não a conheço, se calhar ri-se mesmo assim.
Vamos para o bloco operatório. Cumprimento o médico, o anestesista e os enfermeiros. Deito-me na maca e o médico pergunta-me "Então qual é o joelho que vamos operar?"... Como ainda não me tinham posto a dormir, respondo "é o esquerdo". Calmamente o médico retribui "Ah, pois. Realmente não está aqui na sua ficha qual é o joelho"...
Não, claro que não... isso são detalhes!
Tive uma primeira consulta, na qual o médico me "viu" o joelho, o esquerdo. Nessa consulta levei-lhe uma cópia da ressonância magnética que tinha feito uns dias antes ao joelho, o esquerdo. O diagnóstico confirmou-se: fractura do menisco interno do joelho, o esquerdo, e estiramento do ligamento lateral interno do joelho, o esquerdo. A solução é cirurgia. Deve aguardar pela marcação da cirurgia. Tudo bem.
Passado uns dias recebo um telefonema da clínica onde fui operado, dizendo-me que tinha marcada para daí a uns dias a cirurgia ao joelho, o esquerdo.
No dia marcado apresento-me na clínica e faço a admissão na secretaria, ao que a enfermeira confirma "vem fazer uma cirurgia ao joelho esquerdo, não é verdade?". Sim, ao joelho esquerdo.
Já na sala de preparação para a cirurgia a enfermeira pergunta "Então qual é a perna que temos que rapar?". Respondo "é a esquerda". Estranho, mas fico descansado porque só agora é que cheguei realmente às mãos de quem "mexe na massa". Algo aliviado, digo um "pronto, ao menos agora o médico já não me tira o joelho errado". A enfermeira reage com um riso nervoso... não a conheço, se calhar ri-se mesmo assim.
Vamos para o bloco operatório. Cumprimento o médico, o anestesista e os enfermeiros. Deito-me na maca e o médico pergunta-me "Então qual é o joelho que vamos operar?"... Como ainda não me tinham posto a dormir, respondo "é o esquerdo". Calmamente o médico retribui "Ah, pois. Realmente não está aqui na sua ficha qual é o joelho"...
Não, claro que não... isso são detalhes!
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
O passe
Apesar de tudo tenho algum carinho por aquelas senhoras e senhores idosos que fazem questão de não tirar o passe do autocarro da carteira ou do bolso das calças para o passar na maquineta junto ao motorista para validar a viagem. Afinal é uma forma de aproveitar o autocarro para fazer um pouco de exercício.
As senhoras parecem um halterofilista. Levantam a carteira, vezes sem conta, à espera do "piiii" que sinaliza que a viagem foi validada e que podem ir pousar as hortaliças para se sentar a ver quem entra, e se o carro sai à hora certa! Como não sabem exactamente em que ponto da carteira está o passe do autocarro, de cada vez que levantam a carteira põem-na de forma diferente encostada à maquineta. Levantam-na sempre um pouco mais ou um pouco menos do que na vez anterior e ligeiramente rodada, de forma a que a pequena área que realmente fica encostada à maquineta seja sempre diferente. Normalmente, acertam no sítio onde está o passe após uns 12 ou 13 levantamentos, quando já quase toda a área da carteira foi encostada à maquineta. O que vale é que que as hortaliças estão no outro braço a fazer peso, para compensar.
Atrás desta senhora está um senhor idoso, de bigode, que obviamente já está farto de esperar e lança o clássico "uma carteira tão grande para não saber onde estão as coisas". Claro que, quando chega a vez dele, o que é que faz...? Isso! Demora tanto ou mais tempo que a senhora da frente! Como faz questão de não tirar o passe do autocarro do bolso da camisa, é vê-lo encostado à maquineta, a roçar-se todo, qual dançarina do varão, até ouvir o apito da máquina. E isto quando não traz o passe no bolso de trás das calças...
E é isto. Sempre. Todos os dias.
As senhoras parecem um halterofilista. Levantam a carteira, vezes sem conta, à espera do "piiii" que sinaliza que a viagem foi validada e que podem ir pousar as hortaliças para se sentar a ver quem entra, e se o carro sai à hora certa! Como não sabem exactamente em que ponto da carteira está o passe do autocarro, de cada vez que levantam a carteira põem-na de forma diferente encostada à maquineta. Levantam-na sempre um pouco mais ou um pouco menos do que na vez anterior e ligeiramente rodada, de forma a que a pequena área que realmente fica encostada à maquineta seja sempre diferente. Normalmente, acertam no sítio onde está o passe após uns 12 ou 13 levantamentos, quando já quase toda a área da carteira foi encostada à maquineta. O que vale é que que as hortaliças estão no outro braço a fazer peso, para compensar.
Atrás desta senhora está um senhor idoso, de bigode, que obviamente já está farto de esperar e lança o clássico "uma carteira tão grande para não saber onde estão as coisas". Claro que, quando chega a vez dele, o que é que faz...? Isso! Demora tanto ou mais tempo que a senhora da frente! Como faz questão de não tirar o passe do autocarro do bolso da camisa, é vê-lo encostado à maquineta, a roçar-se todo, qual dançarina do varão, até ouvir o apito da máquina. E isto quando não traz o passe no bolso de trás das calças...
E é isto. Sempre. Todos os dias.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
As mangas
Já repararam que é impossível dobrar as duas mangas de uma camisa, vestida, exactamente da mesma maneira, de forma a que fiquem com o mesmo comprimento?
Podem experimentar. Sugiro que façam o seguinte: em vez de dobrarem primeiro a manga toda de um lado e depois a do outro, façam uma dobra de cada lado, alternadamente. Primeiro dobram de um lado, a seguir dobram do outro, com a mesma força, puxando bem a manga para baixo antes de fazer cada dobra. No final, de um lado a manga da camisa está acima do cotovelo e do outro lado está abaixo. É impossível.
E é isto.
Podem experimentar. Sugiro que façam o seguinte: em vez de dobrarem primeiro a manga toda de um lado e depois a do outro, façam uma dobra de cada lado, alternadamente. Primeiro dobram de um lado, a seguir dobram do outro, com a mesma força, puxando bem a manga para baixo antes de fazer cada dobra. No final, de um lado a manga da camisa está acima do cotovelo e do outro lado está abaixo. É impossível.
E é isto.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
O frio
Nos dias de frio e chuva, os motoristas de autocarros não podem abrir a porta do carro mais cedo quando chegam ao ponto de horário (as paragens onde invertem o sentido do percurso)?
Eu entendo que eles tenham que virar o letreiro (ou tinham, que agora deve ser carregar num botão e o painel é automaticamente actualizado), e escrever que chegaram às tantas horas e tal... mas será que não podem deixar entrar as pessoas entretanto? Depois queixam-se que as senhoras das hortaliças lhes façam má cara quando entram no autocarro. Então as senhoras cá fora largam uns valentes "POIS, O LAMBUÇAS ESTÁ LÁ DENTRO AO QUENTINHO! NEM SE LEMBRA DOS QUE ESTÃO CÁ FORA AO FRIO!" e depois iam chegar lá dentro e ser simpáticas para o motorista? Não, claro que não... "e ai dele que a seguir se engane no percurso, o bêbedo!!"
Eu entendo que eles tenham que virar o letreiro (ou tinham, que agora deve ser carregar num botão e o painel é automaticamente actualizado), e escrever que chegaram às tantas horas e tal... mas será que não podem deixar entrar as pessoas entretanto? Depois queixam-se que as senhoras das hortaliças lhes façam má cara quando entram no autocarro. Então as senhoras cá fora largam uns valentes "POIS, O LAMBUÇAS ESTÁ LÁ DENTRO AO QUENTINHO! NEM SE LEMBRA DOS QUE ESTÃO CÁ FORA AO FRIO!" e depois iam chegar lá dentro e ser simpáticas para o motorista? Não, claro que não... "e ai dele que a seguir se engane no percurso, o bêbedo!!"
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joaovduarte
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terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Ainda não são horas
Os responsáveis dos autocarros deviam pensar seriamente em ter um relógio pendurado por cima do sinal de stop, e outro no painel exterior. Obviamente estes relógios deviam estar certos um com o outro. Assim evitavam-se aquelas situações em que no relógio do motorista (de um autocarro que está a fazer tempo na paragem) já são horas de arrancar e nos relógios das senhoras das hortaliças ainda faltam 2 minutos ou 3... é que isto dá sempre molho!
Velhota 1 - "Então mas este carro só sai às 'e 32! O que é que o homem vai a fazer? Já arrancou? Ainda não são 'e 32, são 'e 31!"
Velhota 2 - "Há pessoas que vão ficar na paragem! Ele vai a dormir!!"
Motorista (após parar o autocarro e vir cá atrás, em tom de retaliação) - "Mas você quer ver o meu relógio? Aqui são horas de sair, que é que você quer?"
Velhota 1 - "Olhe que no meu não era a hora certa!"
Velhota 2 - "Mas porque é que o seu relógio é que conta? Isto p'ra bem deviam estar os relógios todos certos ao segundo!"
Velhota 3 - "Pois. Houve pessoas que vieram a correr duma paragem p'ra outra! Sujeitas a cair!"
Isto com relógios nos autocarros resolvia-se.
(Contribuição especial de Filipe Duarte, utente assíduo do 36)
Velhota 1 - "Então mas este carro só sai às 'e 32! O que é que o homem vai a fazer? Já arrancou? Ainda não são 'e 32, são 'e 31!"
Velhota 2 - "Há pessoas que vão ficar na paragem! Ele vai a dormir!!"
Motorista (após parar o autocarro e vir cá atrás, em tom de retaliação) - "Mas você quer ver o meu relógio? Aqui são horas de sair, que é que você quer?"
Velhota 1 - "Olhe que no meu não era a hora certa!"
Velhota 2 - "Mas porque é que o seu relógio é que conta? Isto p'ra bem deviam estar os relógios todos certos ao segundo!"
Velhota 3 - "Pois. Houve pessoas que vieram a correr duma paragem p'ra outra! Sujeitas a cair!"
Isto com relógios nos autocarros resolvia-se.
(Contribuição especial de Filipe Duarte, utente assíduo do 36)
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
As maletas
Sempre me perguntei o que é que os motoristas de autocarro precisam de levar para o trabalho que tenha que ser transportado naquelas maletas de homem, normalmente de cabedal, com uma alça de mão, uma pega para pôr ao ombro e fecham com uma pala que prende com uma molazinha de metal dourado. Se ainda não perceberam que malas são vejam aqui: http://l.rapimg.com/upload_tmp/2/img_204442212_1346186118_med.jpg
Isto faz parte do material de trabalho dos motoristas de autocarro. A camisa azul clarinha, a camisola de malha azul escura, os óculos de sol e esta maleta... mas porquê?!? Para transportar moedas não é, que eles nunca têm troco para dar a quem compra viagens directamente ao motorista, no autocarro. A única explicação que me ocorre, é que eles usam essas maletas para segurar aquele monte de folhas que normalmente levam encostadas ao vidro, ao lado deles, que também não sei para que servem, mas que caem todas para o chão se não forem presas com a maleta...
Isto faz parte do material de trabalho dos motoristas de autocarro. A camisa azul clarinha, a camisola de malha azul escura, os óculos de sol e esta maleta... mas porquê?!? Para transportar moedas não é, que eles nunca têm troco para dar a quem compra viagens directamente ao motorista, no autocarro. A única explicação que me ocorre, é que eles usam essas maletas para segurar aquele monte de folhas que normalmente levam encostadas ao vidro, ao lado deles, que também não sei para que servem, mas que caem todas para o chão se não forem presas com a maleta...
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
O sinal
Já repararam naquele fenómeno que acontece nos autocarros quando alguém quer sair na próxima paragem: mesmo que já alguém tenha carregado no botão de "stop" antes, a pessoa seguinte carrega novamente. E não é porque não tenha visto, que aquilo além de fazer um sinal sonoro tem um semáforo que fica a piscar até o autocarro chegar à paragem!
Será que é uma recomendação dos Serviços de Transportes que diz que todos os utentes devem fazer o sinal de "stop" antes da paragem onde querem sair, de forma a que o motorista possa decidir se pára ou não, consoante as pessoas que façam sinal?
Na minha opinião não é. Porque acontece exactamente o mesmo com as pessoas que estão à espera do elevador. Podem estar 10 pessoas à espera do elevador, cada uma delas já chamou o elevador 1 vez, mas se chega uma nova pessoa, a primeira coisa que faz é chamar novamente o mesmo elevador... não vá ele não vir porque não quer levar as outras 10 pessoas!
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Os "picas"
Já experimentaram fazer de conta que ficam nervosos quando vêm os revisores dos autocarros, vulgramente conhecidos como "picas", entrar? Experimentem parecer irrequietos quando eles olharem para vocês, se tiverem uma mochila ponham-na imediatamente às costas e NÃO tirem a senha (o objectivo é fazê-los crer que não a têm). É vê-los a comentar um com o outro (imagino eu que seja qualquer coisa do género "Olha, já apanhámos um. O espertinho de camisola azul lá atrás. Já lhas conto!"), enquanto dão aquela cotoveladazinha da cusquice. Vão percorrendo o autocarro, fixando o meliante a cada 3 ou 4 segundos. Passam pela frente do autocarro, onde dizem "Bom dia, como vai a senhora? Posso ver a sua senha?" a todas as velhotas com os sacos das hortaliças. Muitas delas ainda eles não chegaram ao pé delas já estão de BI na mão a gritar "OLHE AQUI SENHOR, OLHE AQUI!!", com um entusiasmo tal que se vê logo que não pagam as viagens de autocarro por terem uma idade avançada. Depois passam pelo senhor de bigode, que não os viu porque estava atrás do seu jornal, e dizem "Muito bom dia cavalheiro. Importa-se de me mostrar o seu bilhete de viagem?". À medida que se aproximam da parte de trás do autocarro o sorriso sarcástico vai aumentado nas suas caras... "já não escapas", devem pensar. De cada vez que olham para mim desvio o olhar na direcção da porta de saída e mexo-me ligeiramente no banco. Já vêm doidinhos... Chegam ao fundo do autocarro e dizem com um ar irónico: "Jovem, não me queres mostrar a tua senha?". Admitam que a palavra "jovem" neste contexto tem um significado altamente redutor e intimidatório!
Ao que respondo "Com certeza." enquanto tiro a senha da carteira, devidamente marcada com aquela viagem.
Acreditem, cai-lhes o Mundo aos pés!!
Experimentem, antes de mostrar a senha, fingir que não a encontram: "Olhe, não a encontro...não sei o que aconteceu...". Mas cuidado, não é aconselhável fazê-lo se forem sozinhos, até porque eles andem aos pares (o que é por si só uma boa questão, que fica para uma próxima oportunidade).
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
A Voz
Há anos que ando a tentar descobrir quem é a senhora que vai no autocarro a dizer o nome da próxima paragem. Gostava de lhe perguntar porque é que ela só anda nos autocarros novos, no centro da cidade, a dizer "Próxima paragem: Cruz de Celas". Isso é fácil... gostava de a ver no 2A a dizer "Próxima paragem: Pedrulha" enquanto segura a carteira com as duas mãos! Queria ver se também dizia isso sem tremer a voz.
Mas o que eu gostava mesmo era de saber quem ela é! Eu acho que deve ser uma daquelas senhoras velhotas com um saco de hortaliças, porque ela sabe as ruas e as paragens todas! Podia era falar um bocadinho mais alto, que os putos que vão lá atrás no autocarro fazem uma algazarra e não me deixam ouvir nada. No outro dia saí na Adémia de Baixo em vez de sair na Pedrulha Norte.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Os cinzeiros
Porque é que os autocarros urbanos não têm aqueles cinzeiros atrás dos bancos como os autocarros Expresso? Onde é que é suposto uma pessoa colar a pastilha quando perder o sabor?!
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
A conspiração 3
Nunca vão para uma paragem de autocarro vazia! Se não souberem o horário do autocarro que querem apanhar, é certinho que ele passa no exacto momento em que vocês estão virados para a tabela dos horários, de costas para a estrada. O motorista faz de propósito... se ainda vem longe e vê alguém a chegar à paragem abranda... vai ali devagarinho, a pastelar, na esperança de não ser visto imediatamente, e quando um gajo se vira para ver o horário ele acelera como se não houvesse amanhã e passa a toda a velocidade pela paragem! Tanto faz uma pessoa gritar, esbracejar, o que seja... ele já não pára!
Senhores motoristas, uma pessoa que está numa paragem de autocarro, ainda por cima a ver horários, não deve estar ali a passar o tempo, ACHO QUE SE CALHAR QUER APANHAR O AUTOCARRO!!!
Será que não podem pelo menos dar uma buzinadela para a pessoa peceber que vem aí o autocarro e fazer um sinal se quer ir nesse ou não?
Por causa das coisas, eu agora vou para a paragem de autocarro sempre com um amigo. Ele põe-se no meio da estrada enquanto eu vejo os horários do autocarro. Já experimentei com uma caixa de fruta, mas o motorista do 36 espatifou-a toda e eu tive que ir a pé na mesma.
Senhores motoristas, uma pessoa que está numa paragem de autocarro, ainda por cima a ver horários, não deve estar ali a passar o tempo, ACHO QUE SE CALHAR QUER APANHAR O AUTOCARRO!!!
Será que não podem pelo menos dar uma buzinadela para a pessoa peceber que vem aí o autocarro e fazer um sinal se quer ir nesse ou não?
Por causa das coisas, eu agora vou para a paragem de autocarro sempre com um amigo. Ele põe-se no meio da estrada enquanto eu vejo os horários do autocarro. Já experimentei com uma caixa de fruta, mas o motorista do 36 espatifou-a toda e eu tive que ir a pé na mesma.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Porcaria
Os autocarros são como as senhoras da limpeza... ninguém lhes dá importância, mas se não aparecerem durante 1 dia é uma porcaria!!
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
A realidade
Os motoristas de autocarros têm uma forma muito própria de dizer a uma pessoa gorda aquilo que ela já sabe: que está gorda! Eles fecham de propósito a porta quando a pessoa tem metade do corpo fora do autocarro e a outra metade ainda dentro do autocarro.
A pessoa já sabe, não é preciso entalá-la com isso... literalmente!
A pessoa já sabe, não é preciso entalá-la com isso... literalmente!
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