Este blog tem a palavra "grátis" no nome só para chamar a atenção! É um truque que eu sei.
sexta-feira, 29 de maio de 2015
Rir é o melhor remédio
Os espanhóis, por exemplo, riem-se sempre à pressa. Deve ser para garantir que se riem antes que o que acabou de acontecer deixe de ter piada. JAJAJAJAJA
Os brasileiros riem-se a gaguejar. Quando leio KKKKKKKK só me apetece responder logo "K mer** é essa cara?!". Os que não gaguejam parece que se riem entre dentes. RSRSRSRSRS só pode ser um tipo de riso disfarçado, do tipo "Vou rir-me mas sem ninguém perceber". O que é por si só, vá, estúpido, porque se é escrito, não há forma de disfarçar... a não ser que digam a seguir "Desculpa, as teclas R e S ficaram presas alternadamente no meu teclado".
Qualquer dia em Portugal adoptamos um riso tipo "Eu quero ser tua", não?! É que UAUAUÊUAUÊ ainda dá trabalho a escrever.
Sobre o HOHOHO nem preciso dizer nada.
Eu acho-lhe (literalmente) uma graça...!
sexta-feira, 27 de março de 2015
Filas para totós
Há pessoas que não percebem o que é uma fila. Eu já dei por mim a pensar que só os primeiros 3 ou 4 lugares da fila é que compensam, porque realmente a probabilidade de nos despacharmos rapidamente é grande. Daí para trás mais vale ir para o fim da fila e esperar um pouco mais do que ter alguém atrás. Também pode acontecer que as pessoas saibam perfeitamente o que é uma fila mas, por alguma razão, tenham prazer em seguir escrupulosamente uma espécie de tutorial que terá um nome do género "Filas para totós":
- Se a pessoa à sua frente der um passo, você dá pelo menos dois.
- Se precisar de retirar algo de uma prateleira que está ao longo da fila, faça-o 2 metros antes de lá chegar, engalfinhando-se completamente na pessoa à sua frente.
- Se levar um carrinho de supermercado, nunca o desencoste das costas da pessoa à sua frente. Essa pessoa deverá aliás agradecer o apoio, porque muito tempo em pé cansa.
- Se levar um cesto de supermercado, nunca o desencoste das pernas da pessoa à sua frente e, se possível, arraste-o sempre aos pontapés.
- Se estiver a mascar uma pastilha, não deixe passar a oportunidade de fazer balões até rebentar um no cabelo da pessoa à sua frente. Peça desculpa. Não é obrigatório mas fica bem.
- Traga sempre uma garrafinha de água, que deverá entornar estrategicamente nas calças da pessoa à sua frente. Se ela não reparar, tanto melhor.
- No Inverno, escolha os dias em que estiver mais constipado para estar em filas e espirre sem pôr a mão ou um lenço à frente.
- Se a pessoa à sua frente estiver a ler, empoleire-se no seu ombro e leia também. Não interessa se é o jornal diário, documentos profissionais ou uma carta da namorada. Se possível, tente ler as partes mais importantes em voz alta.
(...)
- Quando chegar a sua vez de ser atendido demore o mais possível, para a fila ficar cada vez maior. Os seus pares vão gostar.
Eu acho-lhe uma graça...!
terça-feira, 10 de março de 2015
Leis da Física
Todo e qualquer frasco de shampoo ou gel de banho que seja transportado num saco ou mochila de desporto se partirá antes de estar vazio, e consequentemente deixará a roupa que está no saco uma verdadeira porcaria, quase sempre a roupa lavada.
Vejamos, é uma lei exacta? Claro, é certinho que mais cedo ou mais tarde o frasco se vai partir ainda com shampoo ou gel de banho lá dentro! Ocorrência mais regular que esta não existe. Pode estabelecer-se uma causa e efeito associados ao fenómeno? Sim. O efeito de esbardalhar a roupa toda com shampoo é causado pela simples presença do frasco dentro da mochila, apesar de ter uma tampa, porque o frasco VAI partir-se! E o sentido cronológico? Fácil, assim que compramos o shampoo, é só esperar 2 ou 3 treinos et voilà...! Mas todos os eventos semelhantes concordarão com os resultados anteriormente verificados? Sim, todos. Podem experimentar com o que quiserem, shampoo do Lidl, gel de banho Nivea, tudo. VAI partir-se antes de acabar. Então que previsões testáveis podem fazer-se? Ora bem, assim de repente vejo duas: 1) É impossível gastar um destes frascos de shampoo até ao fim, porque 2) a vossa t-shirt (normalmente a melhor, ou aquela que vocês gostam mais) vai inevitavelmente ficar uma bela porcaria pegajosa depois de absorver o shampoo que VAI espalhar-se pela mochila quando o frasco se partir!
Não é verdade? Não, pois não... nem isso nem os boxers lavados cairem sempre ao chão no balneário, depois do banho e antes de os vestires, quando tiras a toalha da mochila e vêm agarrados!
Eu acho-lhe uma graça...!
terça-feira, 3 de março de 2015
Está feito, ponto e vírgula...!
Quanto de vocês já receberam um pedido urgente do chefe para executar determinada tarefa, normalmente em tempo recorde, e acreditaram que ia ser possível mostrar-lhe os resultados na manhã seguinte, graças ao computador? Pois... Põem mãos à obra, organizam dados, implementam algoritmos de análise, fazem folhas de cálculo, desenham gráficos, está tudo perfeito! Chamam o colega do lado para ver, ele fica maravilhado. Nem vos sabia capazes de fazer isso, quanto mais em tão pouco tempo. Vão fazer um brilharete em frente ao chefe. Amanhã de manhã vão ser aumentados. Mentira! Sempre que o chefe está a olhar para o computador, nada funciona! Aquilo que até ontem à noite parecia uma análise de dados super sofisticada, com uma apresentação de resultados exemplar, e que estava perfeito, agora não passa de um monte letras a vermelho, normalmente com as palavras "ERROR" ou "UNEXPECTED" pelo meio. E escusam de tentar resolver na hora, só vão fazer pior, e vão ficar tão vermelhos quanto as letras no ecrã. Experimentem dizer ao chefe para voltar daí a 5 minutos, vão ver que afinal era só um ponto e vírgula.
Eu acho-lhe uma graça...!
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
A salada II
E mais: porque é que a alface há-de ter um papel mais nobre na salada do que o tomate, a cenoura ou a cebola, por exemplo? "Ah, eu sei que alface não é igual a salada...". Ai sabes? Então porque é que não pedes também uma salada de tremoços, a acompanhar a mini?
Eu acho-lhe uma graça...!
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Os "Parabéns"
No início, ninguém quer começar a cantar. Parece que é a primeira vez ou que cada um vai cantar a música sozinho, nenhuma das quais é verdade. Estamos fartos de cantar os "Parabéns", para as mais diversas pessoas e nos mais variados contextos, e sabemos que imediatamente após o primeiro som emitido por alguém (nem precisa ser a primeira sílaba de "Parabéns", pode ser qualquer coisa) vai começar tudo a cantar... mas de cada vez que é preciso cantar novamente fica tudo "Hmmm... (não queria nada começar primeiro) ... (por favor alguém comece) ...". Há pelo menos 2 ou 3 pessoas que, no desespero que lhes é causado pela possibilidade de serem elas a começar, tentam a todo o custo incentivar os outros a começar, com os clássicos "Vá, então vá..." ou "Eu digo 3 e começamos todos!". Mas não começam elas!
Depois tem que ser sempre o mesmo a efectivamente começar a música. Normalmente é o que está com mais fome e perde a vergonha, só quer é que a música passe para comer o bolo. E começa, naquele ritmo lento e pausado "Pa... ra... béns... a... vo... cêêêêê................... Nes... ta... daaa... ta... que... ri...". Obviamente que à segunda sílaba já tem todos com ele, numa organizada interpretação da música com um andamento Larghissimo (quem não sabe o que é: http://lmgtfy.com/?q=andamento+larghissimo). Mas eis que, a meio da música, naquilo que eu acredito ser um dos mistérios da Humanidade, desata tudo a disparar o que falta da música na velocidade mais acelerada que conseguir. Parece que está tudo a ver quem consegue acabar de cantar a música até ao fim mais depressa! Passamos de um ritmo Larghissimo para um Prestissimo (http://lmgtfy.com/?q=andamento+prestissimo) a meio da música, e ninguém sabe porquê... "Hojé diadefesta, cantam asossasálmas, prómnino João, umasalvade palmas".
E o esfomeado é o que começou... eu acho-lhe uma graça!
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Já não escrevia desde o ano passado!
Mais ainda há pior! Há aqueles que esgotam a piada até não haver absolutamente MAIS NADA que não tenham ainda feito desde o dia 31 de Dezembro! Às vezes já vamos em 25 de Março e ainda se ouve aquele gajo a dizer "Epá... 'muita bom! Já não me lembrava de comer cabrito desde o ano passado, no Natal".
Eu vou ensinar-vos um truque para desarmar estes nossos amigos. É simples. Da primeira vez que estiverem com esse amigo, antes de ele ter oportunidade de lançar a primeira dessas piadas, vocês dizem logo "Então André, já não mandas aquelas piadas da primeira vez desde o ano passado". O mais normal é ele ficar com cara de c* a olhar para vocês e nunca mais vos dizer nenhuma dessas piadas (nunca, até ao próximo ano, claro). Mas já me aconteceu um amigo meu responder "Oh João, isso não tem piada nenhuma. Está mais que gasto".
Eu acho-lhe uma graça...!
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
És o meu amigo secreto? Ah, eu já sabia!
Mesmo assim, ainda há muita gente continua a não saber quem é o seu amigo secreto até à data do jantar, como aliás é suposto. Mas só até ao momento em que o amigo secreto divulga o seu nome. "Ah, eu sabia!!". Claro, claro que sabias. Depois de o amigo secreto divulgar é fácil saber! "Não, a sério, eu já sabia, pela forma como tu olhaste para mim! E eu achava que eras tu o meu amigo secreto". É engraçado, ou apenas coincidência, que tanta gente se aperceba de um olhar revelador ou tenha uma intuição casual no mesmo dia, em todos os jantares de Natal... 95% das pessoas não faz a mínima ideia de quem é o seu amigo secreto, mas quando o amigo secreto diz o seu nome, "Eu vi logo! Eu já sabia!".
Eu acho-lhe uma graça...!
sábado, 18 de outubro de 2014
A Física e a(s) luz(es)
Como todos sabemos, mais cedo ou mais tarde o nosso carro vai ter problemas. E tanto pior quanto mais forem as luzes que tiver para acender no painel. Antigamente o carro só estava avariado quando deixava de andar, e aí era a altura de ir ao mecânico. Agora, é tudo electrónico, há avisos para tudo e mais alguma coisa, e está sempre a acender uma luz qualquer. E o pior é que ninguém sabe o significado da grande maioria das luzes. Mas muita gente fica logo aflita "Ai, acendeu-se uma luz! Tenho que ir já ao mecânico ver o que é que está avariado!". E assim fazemos, na primeira oportunidade vamos ao mecânico mostrar o problema, UMA luz. Mas o carro funciona perfeitamente, não faz barulho, não se engasga, nada. Está tudo normal, excepto uma luz acesa no painel. Chegamos à oficina, desligamos o carro e vamos falar com o mecânico. Que sorte, ele tem 5 minutos para fazer um pre-diagnóstico. O mecânico entra no carro, liga o carro e acende-se não uma, não duas, mas pelo menos uma meia dúzia de luzes no painel. Até parece que o carro acabou de chegar de uma prova no meio do mato. "Mas olhe que ainda agora, até chegar aqui, só se acendia a luz amarela do lado direito, e o carro funciona perfeitamente". "Ah, pois, mas olhe que é melhor ter cuidado com estes avisos. Tem aqui avisos de anomalias no motor, direcção, carroçaria, uma a dizer que não limpa convenientemente os estofos de cabedal e outra a dizer que o rádio passa demasiado tempo sintonizado na Rádio Renascença. É aconselhável ver isto o mais rapidamente possível, antes que seja pior". E claro, a custo lá dizemos ao mecânico para arranjar o carro assim que tiver uma vaga. Felizmente ele tem uma vaga imediatamente. "Volte daqui a uma horita que deve estar pronto.". Claro... como se ele não soubesse que é só desligar aquelas luzes todas e está resolvido!
Eu acho-lhe uma graça...!
E depois há o inverso dessa lei da Física, que diz que "quando o teu carro está todo podre e vais ao mecânico, o carro está óptimo".
O carro engasga-se a toda a hora; não passa dos 40Km/h, mesmo que o motor faça 5000rpm; os travões parecem daqueles de calços, das bicicletas Orbita; a embraiagem patina por todo o lado; faz um barulho que parece um comboio; e faz mais fumo que uma incineradora. "Epá, qualquer dia fico a pé. É melhor ir já ao mecânico". Chegamos lá, e obviamente o mecânico está muito ocupado (a desligar umas luzes num carro que está óptimo, aposto). Mas podemos esperar uma horita que ele já nos atende. Passado já quase hora e meia, vem o mecânico ter connosco. "Então vamos lá dar uma voltinha nisto para ver o que se passa". Entramos no carro, ele liga o carro e... nada. O carro parece óptimo, não há luz nenhuma acesa. "Isto parece estar tudo em ordem, mas vamos dar uma voltinha para ter a certeza". Começamos a andar, e por onde quer que passemos, seja estrada plana, subidas, ou mato, o carro funciona na perfeição. Não há barulhos, não há fumo, a embraiagem e os travões estão afinadíssimos, a direcção alinhada, e o rádio apanha todas as estações sem problemas, incluindo a Renascença. Voltamos à oficina. "Pronto, está tudo bem. Nem lhe vou cobrar nada". Ufa, pelo menos desta safámo-nos. Saímos da oficina todos contentes, afinal não se passa nada de errado com o carro. Até estarmos quase a chegar a casa. O carro começa a engasgar-se, começa a deitar fumo por todo o lado, uma barulheira que parece um comboio e pára... no meio da estrada! Depois de toda a trapalhada com colete, triângulo, buzinadelas e etc., chegamos à oficina no reboque, com o carro atrás, e... o carro tem as luzes todas acesas. "É melhor ver isto rapidamente, antes que seja pior".
Eu acho-lhe uma graça...!
terça-feira, 14 de outubro de 2014
Que horas são?
E nem sequer é preciso grandes contas para demonstrar a teoria. Basta ir a um serviço de atendimento público.
Precisamos de ir à Segurança Social pagar qualquer coisa. Muito bem, a hora de encerramento é 16:30. Chegamos lá às 16:12, mais de 15 minutos antes da hora de fecho. O que vamos fazer não demora mais de 3 minutos. "Ah, desculpe mas fecha às 16:30. Já não podemos atendê-lo." - "Mas ainda não são 16:30, não fecha só às 16:30?" - "São praticamente 16:30, já fechou. Desculpe mas vai ter que voltar amanhã. Abrimos às 8:30."
No dia seguinte de manhã, chegamos lá às 8:25, para sermos dos primeiros a ser atendidos. Chegam as 8:30, a porta fechada. Passam 5, 10 minutos, nada. Às 8:49 a porta abre. "Então não abria às 8:30?" - "Sim, são praticamente 8:30. Quem está primeiro?"
Eu acho-lhe uma graça...!
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
O quase
A teoria do quase é uma espécie de prémio de consolação auto-atribuído. É posta em prática sempre que acontece algo que, apesar de perfeitamente normal e justificável, é algo que não queríamos e que foi obra do azar ou da desconcentração, deixando-nos sempre à beira da vitória ou do sucesso... foi QUASE!
Já ontem o Benfica também perdeu com um azar... participou num jogo de futebol, em que se defrontam 2 equipas que querem ganhar o jogo, e em que só há 3 resultados possíveis, e aconteceu um deles... o Benfica perdeu! Mas jogou mais ou menos... foi QUASE! Teve foi azar.
Já sorte teve o Sporting, que só perdeu 1-0. Imaginem que o Sporting jogou com uma equipa muito melhor, a equipa adversária teve muitas oportunidades e o GR do Sporting fez precisamente aquilo que lhe pagam para fazer e para o que ele treina todos os dias: defender... que azar. Logo desta vez que eu estava à espera de uma goleada das antigas. Mas foi QUASE!
Para fechar em beleza, vamos a um quiz e QUASE acertamos em meia dúzia (pelo menos) de respostas. Quase ficámos no pódio. Não ficámos, porque falhámos umas quantas, mas quase ficávamos... se tivéssemos acertado naquela que nos lembrámos depois de o jogo temrinar, e se tivéssemos escolhido a opção certa quando estávamos na dúvida entre duas, e se tivéssemos lido aquele livro, e se tivéssemos estudado melhor as serras e rios de Portugal... foi por pouco!
Eu acho-lhe uma graça...
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Nesse baile de Verão
E o carismático jogo do prego, como é? Esse costume secular, em que cada um tenta espetar um prego de meio metro num tronco, por meio de uma martelada de cada vez, em que não é possível apontar ao prego. Um jogo em que o prémio é uma rodada de minis tem tudo para dar certo, seja ele qual for. No início é vê-los todos confiantes, escolhem bem o sítio para o próprio prego "ah, este é bom, aqui entra que nem manteiga". Pois claro... só é preciso acertar-lhe. Braço estendido, mão ao lado da perna, vai acima e abaixo num movimento só. "Ah, foi de esguelha!", "Como é que é possível?!", "Epá, isto hoje não vai lá...", "Pimba!!", "Ei, não vale apontar!!", "Isto e pegando-lhe o jeito, vocês vão ver...!", "Já está!!", "Ó Xico, dá aí mais uma mini, paga o Zé!". O Zé, ou aquele que ficar em último. E isto repete-se até às tantas da manhã, numa maratona de marteladas, apesar de a partir do 3º jogo ser sempre "só mais este, mulher".
E a quermesse? É parente pobre? Porque é que o beija-beija há-de ser mais valioso que um pote de louça com 15 anos, cheio de pó, "muito bonito para pôr um raminho de flores"? Ou do que um caderno de capa preta, quadriculado, dos pequenos, tamanho A5? No caderno ao menos, se alguma coisa correr mal, arranca-se a página (a da frente a do fim, correspondente, que fica solta) e está o erro apagado. Se atrás da igreja alguma coisa correr mal, já não há volta a dar, já toda a aldeia viu e gritou "aperta aperta com ela".
E as bandas de qualidade? Aquelas que se começam a ouvir ao longe, mas que é preciso chegar ao pé do palco para ver e confirmar que é uma moça a "cantar" e não a matança de um porco, dos grandes! Metade das músicas começam e a reacção geral é "Que é isto?! Eu nem sequer conheço esta...". Calma, a música é conhecida. Aliás, as músicas são sempre as mesmas. Só que a interpretação é tão boa que é preciso chegar a parte do refrão para reconhecermos de que música se trata: "AH!! Afinal é esta!!".
E aquele personagem que entra em cena quando acaba a música popular e começa a "rockalhada"? Acham que é fácil aguentar tanto tempo aos saltos e às voltas, a abanar a cabeça, e ainda por cima com a camisa toda aberta, a prender-se o tempo todo na cara? Eu quero ver... se um dia destes este gajo falta ao baile com que é que o pessoal se diverte na hora da "rockalhada"?!
Eu acho-lhe uma graça...!
O que vale é que nesse caso haverá sempre o jogo do prego e a quermesse.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Os saldos
Em cada montra há um cartaz enorme a anunciar descontos de 50%, 60%, 70% e mais... "ATÉ" meus amigos, "ATÉ"! Eu sei que este "até" é mais pequeno que as letras pequeninas dos contratos bancários, mas está lá. E faz toda a diferença. Todas as lojas têm os artigos ao mesmo preço, com 5% ou 10% de desconto em meia dúzia de artigos, no máximo. Então onde estão os 75% de desconto, perguntam vocês. Eu explico. Vão ao caixote das meias. No meio das meias todas está um par, e apenas um, com 75% de desconto. Normalmente são umas todas foleiras, uma de cada cor ou assim. Se forem ao caixote das meias e encontrarem esse par de meias em menos de 15 minutos farão parte dos 3% das pessoas mais inteligentes do Mundo, como naqueles e-mails em que nos desafiam a encontrar um C no meio de um monte de O's.
SALDOS! Aproveita-se tanto!
Eu acho-lhes uma graça...!
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Diz-me como esticas o pára-vento e dir-te-ei quem és!
Há o arrumadinho, que fica stressado só de pensar em ir à praia e ficar cheio de areia nos... bolsos. Chega, com o pára-vento num saquinho de pano com um cordão perfeitamente enrolado a fechar a "boca" do saco e atado com um laço simétrico. A toalha dentro do saco de praia, devidamente dobradinha. Chega, escolhe uma zona o mais plana possível, pousa o saco da praia e o saco o pára-vento encostado ao saco, saca de um ancinho e põe-se a alisar a areia. Limpa pormenorizadamente uma área do triplo do que vai precisar para esticar o pára-vento e a toalha, só para garantir que não vento a bater em montinhos de areia ali a perto. De seguida estica o pára-vento, tão esticadinho que a areia a bater no pára-vento produz o som de uma harpa. Tem o cuidado de virar aquela aba inferior para o lado de fora e cobri-la de areia, distribuída homogeneamente ao longo de todo o pára-vento, sem esquecer a palmadinha para assentar e alisar essa camada de areia, não vá o som da harpa sair distorcido.
E há, claro, o desleixado. Leva a toalha à volta do pescoço, toda enrolada, e o pára-vento debaixo do braço, sem saco, e com os paus ainda cheios de areia da utilização anterior. Chega, atira a toalha para qualquer lado, e põe-se a espetar os paus do pára-vento. Cada um deles fica a uma distância diferente do anterior, uns mais enterrados que outros. O tecido do pára-vento fica todo engelhado, parece uma sanfona, e a linha superior do pára-vento não é horizontal e paralela ao chão mas sim um arco, de tal forma que a areia passa toda por cima do pára-vento, mesmo à altura do nariz do gajo. A solução seria estar sempre deitado, mas a areia também passa por baixo. Aquela aba inferior ficou metade virada para dentro e a outra metade virada para fora, com duas pazadas de areia mal distribuídas, mais parece aquelas portas de casa de banho dos centros comercias que não vão até ao chão, fica-se a ver os pés (e as calças) do pessoal ali por baixo. Não tem hipótese. Vai comer iogurte com areia.
Há ainda o distraído. Chega todo contente por ter a oportunidade de disfarçar um bocado o bronze da t-shirt e quer é esticar-se ao sol o mais rápido possível. Saca do pára-vento e estica-o todo apressado, até bem esticado e a formar o devido "U" em redor da toalha. Estica a aba inferior e manda uns pontapés na areia para cima, só para aquilo não levantar. Despe a t-shirt, pendura-a num dos paus do pára-vento, um dos das pontas, estica a toalha e espoja-se todo na sua toalha XXL, já antiga, oferta da Old Spice. Então repara que o vento vem precisamente do lado que está aberto. Esticou o pára-vento ao contrário e leva com a areia toda na testa.
E depois há o chico-esperto. Não leva pára-vento, só a toalha. Escolhe uma pessoa com um pára-vento grande e bem esticado, de forma a optimizar a área que este protege, e põe-se na direcção desse pára-vento. Mas para garantir que está mesmo protegido do vento e da areia põe-se o mais próximo possível do dono do pára-vento, como se estivessem ali na praia juntos e se conhecessem desde sempre. Normalmente quem se lixa é o arrumadinho. Ninguém o mandou alisar a areia para ele e para mais 2 toalhas.
Eu acho-lhe uma graça...!
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Os nómadas
Mulher - Vamos à praia. Tens tudo?
Homem - Tenho as toalhas. Já pus na mochila.
Mulher - E o protector?!
Homem - Esqueci-me...
Mulher - És sempre a mesma coisa, se não sou eu a pensar nas coisas...!
Nómadas:
Mulher - Vamos à praia. Já 'tá tudo?
Homem - Já puseste tudo no atrelado? Puseste a tenda grande, aquela de lona muito forte e pesadona, para não voar com o vento, como eu te disse? E os ferros enormes para pôr aquilo no ar que estão dentro daquele saco de pano grande?
Mulher - Pus, vi-me à rasca para acartar aquilo! Mas porque é que não levamos só o chapéu de sol e o pára-vento? Hoje nem está assim tanto vento, e essa tenda dá um trabalhão a montar!
Homem - São 7h mas, se formos já, às 9h está tudo montado. E põe também o chapéu e o pára-vento, para pôr à volta da tenda, a fazer de terraço. Dá jeito para pôr a mesa à hora de almoço. Levamos aquela maior, que a tua mãe vai connosco e na pequena ficamos apertados.
Mulher - Já está, e as cadeiras também.
Homem - Levas uma a mais para pousar os pés e aquela espreguiçadeira para dormir a sesta?
Mulher - Porque é que não dormes a sesta deitado no chão?
Homem - Custa-me muito a deitar e a levantar. A espreguiçadeira dá mais jeito. E põe lá as mantas para a gente pôr as cadeiras em cima. Se as pômos na areia enterram-se todas e fico todo torto. Põe também uma manta a mais para os cachopos jogarem às cartas em cima daquilo, senão a bater com as cartas atiram areia para todo o lado!
Mulher - As mantas também já levei. Puseste a televisão e o gerador?
Homem - Claro. Ainda por cima hoje vão estar na Gafanha e eu quero ver. O Xico Gordo é de lá, é bem capaz de aparecer o sacana.
Mulher - Até à hora de almoço acabo a camisolita para a tua sobrinha. Aquilo está quase. Levo aqui no saco das revistas a lã e as agulhas. Depois quando sair o barco podias lá ir ver se vem carapau para eu fazê-lo fresquinho para amanhã.
Homem - 'Tá bem. E hoje levas o quê?
Mulher - Frango assado com batatas cozidas. É o que está embrulhado em jornal. O resto é pão, iogurtes, uvas, pêssegos, uma torta de laranja que a minha mãe fez, um melão, água, coca-cola para os cachopos, e os remédios estão no açafate, cuidado ao tirar as coisas senão espalhas aquilo tudo.
Homem - E o vinho?
Mulher - Esqueci-me...
Homem - És sempre a mesma coisa, se não sou eu a pensar nas coisas...!